Talvez eu nunca consiga ser o que desejo, mas quero poder dizer que tentei.
Dizer que tentei ser o melhor que eu podia ser.
Que vivi além das aparências, que me esforçei para fazer a vontade Daquele a quem amo e acredito, dizer que lutei para fugir deste sistema, desta sociedade, das injustiças, da escravidão da alma e do corpo, e dizer que fiz alguma diferença neste mundo em que o que você realmente é não vale nada. Tento, quase nunca consigo. Mas continuo tentando.
É frustante perceber que sou morna, sempre morna, apática. Minhas decisões são quase sempre pela metade. Ou não. Como já dizia Clarice " Sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro." E o que me salva e me faz melhor é simplesmente um desejo...
"Who kicked a hole in the sky
So the heavens would cry over me?
Who stole the soul from the sun
In a world come undone at the seams?
Let there be love"
*Esforcei.
ResponderExcluirPor que não continuou com o blog? Parecem interessantes suas inquietações. Para não.
ResponderExcluirObrigada Giovani, quem sabe eu não continue!
ResponderExcluirEntão menina, não desista! Pode se arrepender no futuro. Quando eu era adolescente, adorava escrever. Principalmente minhas angústias. Quando casei, imaginei ser tudo bobagens e joguei tudo fora. Hoje lamento a decisão precipitada.
ResponderExcluirAbraço.